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» Rock in Rio 2019: Cansado de festa, Black Eyed Peas traz ao Brasil contestação e revolta

Desde a última visita do Black Eyed Peas ao Brasil, muita coisa mudou. Em 2011, além de Will.I.Am, Taboo e Apl.de.ap, Fergie ainda fazia parte do grupo. Naquela época, a banda estourava nas rádios de todo o mundo com “Don’t Stop The Party,” “Just Can’t Get Enough,” “Boom Boom Pow” e “I Gotta Feeling”. Eram de longe o grupo mais festeiro das paradas musiciais do início da década.

Fergie saiu do grupo em 2017. E em 2018, o Black Eyed Peas lançou um disco depois de oito anos quieto. Surpreendeu. Masters of the Sun Vol.1  veio para reinventar o grupo - e, ao mesmo tempo, levá-lo à origem. Nesse álbum, o trio deixou de lado toda a vibe de festa pela qual eram conhecidos há uns bons anos para apostar em um disco maduro, adulto, consciente, contestador. Igual ao que fazia quando, em 2003, estouraram  no mundo inteiro com “Where Is The Love?,” quando abriam a música se perguntando “o que tem de errado com o mundo?”

Mas para Taboo, isso não tem nada a ver. O Black Eyed Peas, disse ele em entrevista à Rolling Stone Brasil, “sempre foi sobre passar mensagens importantes, desde 'Where Is The Love?' até agora, no Master of the Sun com ‘Big Love.’ É isso que nos destaca.”

“Antes de ter músicas sobre festas, a gente já tinha ‘Where is the Love?’ Então, em Masters of the Sun sentimos, no fundo do nosso coração, que queríamos falar de problemas sociais,” argumentou o rapper, furioso, quando perguntei porque tinham resolvido voltar a falar desses problemas. “Queremos consciência social e sermos conscientes também. E talvez as pessoas não gostem disso, sabe? Talvez, todo mundo prefira fazer festas e se divertir. E nós podemos fazer isso, mas também podemos falar sobre algumas coisas que muita gente prefere se afastar, assim como fizemos em 'Where is the Love?'. Isso sempre foi parte do nosso DNA!,” completou.

Mas não só contestação ergueu Master of the Sun Vol. 1. O disco é, acima de tudo, uma celebração da carreira do Black Eyed Peas, e reúne tudo o que mais gostaram de fazer até então, como explicou Apl.de.ap. "Meio que fizemos desse disco o nosso aniversário de 20 anos. Olhamos para como tudo isso começou, e como tudo aconteceu. Usamos essa história como um guia para ajudar a chegar onde estamos agora. E nesse processo, viajamos o mundo enquanto fazíamos a música que amamos ouvir e adoramos fazer com toda a nossa alma. Então, para o nosso aniversário, queríamos reviver esses momentos, essa nostalgia, e esse som.”

É com esse disco novo e maduro que o Black Eyed Peas volta ao Brasil em 2019. Tocarão nesta sexta, 4, no Itaipava de Sol a Som, em São Paulo, e no sábado, 5, durante o Rock in Rio, no Rio de Janeiro. E Taboo garantiu que está animado para usar o palco do festival para mostrar as músicas do Masters of the Sun Vol.1- até usou a turnê na Europa e nos EUA para treinar: “estamos felizes de ver como nosso show se desenvolveu. Estamos em turnê faz alguns meses agora, então pudemos definir bem como será nosso show, como é a parte vocal [sem a Fergie] e nossa apresentação no geral. Então será incrível.”

Fonte: Rolling Stone


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